Rompimento do vínculo conjugal com pais e filhos é trabalhado pela Justiça

Repensar a forma de se relacionar com ex-maridos, ex-mulheres e filhos após o rompimento do vínculo conjugal é o principal objetivo do Poder Judiciário de Mato Grosso ao trabalhar a Oficina de Pais e Filhos com as famílias envolvidas em processos judiciais de pórcio, guarda, alimentos e questões dessa temática.   O trabalho foi realizado na sexta-feira (5 de julho) com a participação de 18 crianças, nove adolescentes e 100 adultos, separados em salas diferentes, de forma que cada um leve para si os conhecimentos e vivências da oficina de acordo com a realidade de pai, mãe ou filho.   “Todo o material, a linguagem, o que é tratado tem a particularidade de cada um, com as falas direcionadas aos adultos, aos adolescentes e às crianças. O objetivo é o mesmo: dizer que o rompimento do vínculo não rompe a parentalidade, que o pai e a mãe têm obrigações sobre essa criança e a criança tem direito a ter o cumprimento dessas obrigações, demonstrando fatos concretos e perguntando se já passaram por isso, com a participação direta dos pais”, explica a facilitadora Meire da Costa Marques.   Dentre os assuntos abordados na oficina, destacam-se as questões do momento após o rompimento do vínculo matrimonial, como se dá a parentalidade, como se colocar no lugar do outro e o que é alienação parental. Este último tema foi o que mais chamou a atenção do participante Salvianno Paolo, porciado há sete meses e pai de dois filhos, de 12 e 2 anos de idade, com a ex-mulher.   “Nossa expectativa é buscar mais informações para tentar lidar com todas essas emoções naturais de uma separação. Acho que essa questão da alienação parental é um tema que preocupa o pai que não convive com o filho. Achei muito válida e interessante a abordagem desse tema”, pontuou.   Ana Cristiane da Costa Pereira tem uma filha de 13 anos, gêmeos de 4 anos e está gestante. Com a oficina, acredita que conseguirá mudar algumas atitudes, “a tratar melhor os filhos, o ex-marido, que antes era só com ofensas e brigas. Explicar de uma forma melhor para as crianças, deixar que vejam com os próprios olhos mais a frente, quando forem maiores, porque vão ver o que é e o que não é. A oficina abriu minha mente, achei muito boa”. A filha adolescente, Emily, também gostou: “achei legal para aprender mais coisas, respeitar os pais, achei muito top”.        
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