Acusado de tentativa de feminicídio passa por audiência de custódia

O juiz de plantão David de Oliveira Gomes Filho realizou, na manhã desta terça-feira (15), a audiência de custódia do acusado de tentativa de feminicídio de sua própria companheira após discussão sobre excesso de bebida. O homem detido, um auxiliar de serviços gerais de 51 anos, teria atacado sua esposa com o cabo de uma enxada na noite do último domingo (13), na residência do casal, localizada no bairro Jardim Imá. A mulher, uma senhora de 75 anos, foi socorrida pelos vizinhos que acionaram a Guarda Municipal e seguraram o agressor no local até a chegada das autoridades. Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima foi encaminhada ao Pronto Socorro da Santa Casa com um corte profundo na cabeça, e lesões nos braços e abdômen. Segundo apurado inicialmente, o casal teria passado o dia na casa da mãe do acusado, comemorando o Dia das Mães. Na festa, ele teria ingerido muita bebida alcoólica, de forma que a esposa preferiu retornar sozinha para casa. Com a chegada mais tarde do marido embriagado, ambos teriam iniciado uma discussão. Em meio a briga, começaram as agressões físicas mútuas até o ponto do suspeito pegar o cabo de uma enxada e acertar a companheira por oito vezes. Foi neste momento que os vizinhos, assustados com a situação, intervieram. Quando os policiais chegaram, encontraram também uma faca caída próxima ao lugar das agressões, mas o suspeito negou que a tenha utilizado. Indagada sobre o instrumento, a vítima não soube responder. Na audiência de custódia realizada hoje, o advogado de defesa pugnou pela concessão de liberdade provisória, inclusive pedindo autorização para fotografar as lesões do indiciado causadas pela companheira durante a discussão, o que foi permitido pelo magistrado. Ainda de acordo com a defesa, o suspeito era quem sofria as pauladas, e a faca encontrada pela polícia teria sido usada pela mulher para tentar feri-lo. Em sua decisão, o juiz ressaltou a pergência presente entre o relato das autoridades policiais e o apresentado pela defesa, o que aponta para uma insegurança na liberação do custodiado. “Sem dúvida alguma, diante disso, é preciso manter ambos afastados e, apesar da primariedade do indiciado, até que novos elementos apareçam ou sejam melhor explorados, sua prisão é necessária para garantia da ordem pública”, asseverou. O magistrado, assim, julgou pela conversão do flagrante em prisão preventiva. Auto de Prisão em Flagrante nº 0003509-27.2018.8.12.0800
15/05/2018 (00:00)
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